São Tomé o  Apóstolo do Brasil

“Ide e pregai a todas as nações” — a ordem de Cristo era clara para os apóstolos: toda criatura deveria ouvir falar sobre a fé cristã. Independentemente do quão distante estivessem, a fé deveria chegar até os confins do mundo. Teria Deus se esquecido da América ao enviar os apóstolos em missão? Absolutamente não! Para evangelizar nosso continente, Deus escolheu o apóstolo Tomé.

Em nossas terras, Tomé pregou o evangelho aos povos indígenas de maneira simples, ensinando preceitos morais e símbolos básicos da fé cristã.


Temos a fé de Tomé

Muito provavelmente esse apóstolo sabia mais do que qualquer outro, que o ser humano precisa ver para crer — e, por isso, intencionalmente teria deixado marcas físicas de sua presença na América, como testemunharam os jesuítas evangelizadores do Brasil (mais de 1500 anos depois).

O padre Manoel da Nóbrega, jesuíta que veio em missão para o Brasil, escreveu em suas cartas no ano de 1549 o seguinte:

“Dizem os índios que São Tomé passou por aqui, e isto lhes foi dito por seus antepassados; e que suas pisadas estão sinaladas junto de um rio, as quais eu fui ver, por mais certeza da verdade, e vi com os próprios olhos quatro pisadas sinaladas com seus dedos. Dizem que, quando deixou estas pisadas, ia fugindo dos índios que o queriam flechar, e, chegando ali, se abrira o rio e ele passou por meio dele à outra parte, sem se molhar. Contam que, quando os índios o queriam flechar, as flechas se voltavam contra eles mesmos, e os matos lhe faziam caminho por onde passasse.”

A partir desse relato, podemos identificar duas coisas importantes:

  1. Existem marcas físicas (as pegadas) atribuídas à presença de São Tomé no Brasil.
  2. A presença do apóstolo era uma tradição oral entre os indígenas, passada de geração em geração.
A Legenda de São Tomé no Brasil e nas Américas – Agência Boa Imprensa – ABIM

A Lenda de Zumé: o “Deus Pequeno”

Entre os povos indígenas, havia uma lenda que chamou a atenção especial dos jesuítas: a lenda de Zumé. Entre as comunidades, especialmente entre os tupinambás, falava-se de um ser vindo do mar que lhes ensinou sobre agricultura, organização social e religião. Chamavam-no de “Deus pequeno”, pois ele afirmava que existia um Deus maior que reinava sobre todas as coisas.

O Padre Manoel registrou:

“Tem notícia igualmente de São Tomé e de um seu companheiro, e mostram certos vestígios em uma rocha, que dizem ser deles […]. Dele contam que lhes dera os alimentos que ainda hoje usam, que são raízes e ervas, e com isso vivem bem.”

O mito de Zumé coincidia perfeitamente com a hipótese de que o apóstolo de Jesus teria estado no Brasil. Os vestígios e os relatos indígenas não levavam a outra conclusão senão a de que o Brasil já teria sido evangelizado anteriormente.


Um Brasil Católico

A legenda de São Tomé comprova algo muito maior do que somente sua presença em terreno americano, comprova a vocação católica de nosso país , uma terra que nasceu católica e deve pr

Deixe um comentário